14 MAR 2018 PUBLICAÇÃO

“Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito”

No fim de sua peregrinação terrestre, Jesus foi entregue aos sumos sacerdotes e preso. Foi conduzido a Pilatos e ali recebera várias acusações, dentre elas “agitador do povo” (Lc 23, 14). Pilatos não vendo culpa alguma o conduziu a Herodes, o qual lhe fez várias perguntas. Jesus nada respondeu. Acusado com violência pelos escribas e príncipes dos sacerdotes, Herodes reenviou a Pilatos. Não vendo nele crime algum, Pilatos pronunciou a sentença que satisfazia o desejo do povo: “Crucifica-o, crucifica-o” (Lc 23,21).

Segundo a profecia de Isaías (Is 53, 5-7), “foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças as suas chagas. (...) Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.)”

Jesus então foi flagelado, coroado por espinhos, carregou a cruz e foi crucificado em meio a bofetões, insultos e zombarias. Já crucificado, após dizer que tudo estava consumado, “escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio. Jesus deu então um grande brado e disse: ‘Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito’. E, dizendo isso, expirou” (Lc 23, 45-47).

Tendo cumprido a vontade do Pai, Jesus libertou-se nas mãos Dele, entregou teu Espírito pela salvação do mundo. Sua vida voltada para os pobres e oprimidos, gerou violência em um sistema baseado na riqueza e no poder. Sua morte representou libertação, consequência da obediência total e confiante a Deus. 

A morte de cruz é a maior prova do amor de Deus pela humanidade, pois entregou seu filho. E Jesus, enquanto Filho, obedeceu até à morte. Deus se fez homem para dar ao homem um coração novo. Em Jesus, nós temos a aliança completa, um coração humano que realizou plenamente a lei.

Quando Jesus derrama o seu sangue na cruz, toma verdadeiramente sobre si os nossos pecados, Ele recebe todo o impacto da nossa miséria e aí acontece a expiação (purificação) dos pecados, das nossas faltas. Em outras palavras, toda a miséria humana, todo pecado humano, toca a santidade divina no sangue que foi derramado por Ele na cruz.

Deus se fez homem, se fez um de nós – Jesus, e morreu em uma cruz, redimindo todos os pecados da humanidade.

“Ó Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” Que a exemplo de Jesus, esforcemo-nos por amar a Deus cada dia mais e confiar plenamente Nele. Pois, assim como Jesus volta para Aquele que tanto amava, para o Pai, esse também é o nosso destino, o coração do Pai, o Céu.

Diante deste mistério de salvação, confiantes em Deus, façamos da nossa peregrinação terrestre uma busca incessante pelo Céu, assim como os Santos fizeram. Que nossas atitudes e escolhas sejam libertas do apego a este mundo e, principalmente, numa busca constante em fazer a vontade de Deus.


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